Vias urinárias / Rins — Valores de referência: Rim adulto — comprimento bipolar, Diferença de comprimento entre os rins, Parênquima renal — espessura.
Brasil: o CBR define rins e bexiga como escopo do exame; ureteres/adrenais são descritos quando houver achado, e o resíduo pós-miccional entra por indicação clínica ou pedido. EUA/Europa: usar PVR com cautela porque os cortes variam entre diretrizes.
Medidas e valores de referência
Medida
Valor usual
Observação
Rim adulto — comprimento bipolar
9–12 cm
varia com altura, sexo, idade e biotiponormal consensual: 9–12 cmlimítrofe/contexto: 8–9 ou 12–13 cmanormal provável: <8 ou >13 cm✓ aplicada automaticamente no laudoFonte: StatPearls / Radiology Key / Rumack
Diferença de comprimento entre os rins
≤ 1,5 cm
diferença maior sugere doença unilateral ou variação anatômica a correlacionarnormal: ≤1,5 cmanormal: >1,5 cmFonte: StatPearls / AccessMedicine
Parênquima renal — espessura
1,3–2,5 cm
menos de 1,0 cm é compatível com afinamento relevantepreservado: ≥1,3 cmlimítrofe: 1,0–1,2 cmafinado: <1,0 cm✓ aplicada automaticamente no laudoFonte: PMC Doppler kidney disease / StatPearls
Córtex renal — espessura
7–15 mm
há variação por técnica; interpretar com ecogenicidade e tamanho renalpreservado: ≥10 mmzona técnica/idade: 7–9 mmafinamento importante: <7 mmFonte: StatPearls / nephrology ultrasound reviews
Parede vesical — bexiga cheia
≤ 3 mm
3–5 mm depende da repleção; >5 mm com bexiga cheia é suspeitonormal cheia: ≤3 mmlimítrofe/repleção: 3–5 mmespessada: >5 mm✓ aplicada automaticamente no laudoFonte: EFSUMB bladder chapter / StatPearls
Volume vesical para avaliação
200–300 mL
bexiga parcialmente cheia melhora avaliação de parede e lesõesFonte: EFSUMB bladder chapter
Cálculo do volume vesical
comprimento × largura × profundidade × 0,52
alguns protocolos usam coeficientes diferentes conforme o formato vesicalFonte: StatPearls PVR / bladder volume studies
Resíduo pós-miccional
<50 (elevado ≥100) mL
não há consenso formal (ICS 2016; ICI-RS 2023); o corte binário mais usado é ≥100 mL, e é o que a Conferência aplica. O protocolo local do serviço é mais estrito: >30 mL já é registrado como alterado. Medir logo após urinar e interpretar com sintomas e volume pré-miccional — a medida isolada varia muito.normal: <50 mLzona contextual: 50–99 mLelevado: ≥100 mLesvaziamento inadequado: >200 mLretenção crônica (AUA): >300 mL✓ aplicada automaticamente no laudoFonte: ICS teaching module 2016 / ICI-RS 2023 / EAU / Lukacz 2006 / Milleman 2004 / Wong 2017 / Protocolo local
Classificações e calculadoras
Resíduo pós-miccional — leitura por consenso
Faixa
Leitura
Comentário
< 50 mL
Normal
Normal na literatura. O protocolo local do serviço é mais estrito e já registra >30 mL como alterado.
50–99 mL
Zona contextual
Interpretar com sintomas e com o volume pré-miccional. Não há consenso formal (ICS 2016; ICI-RS 2023).
≥ 100 mL
Resíduo elevado
Corte binário mais usado na literatura (Lukacz 2006; Milleman 2004; Wong 2017) e o que a Conferência automática aplica.
> 200 mL
Esvaziamento inadequado
Sugere disfunção miccional ou obstrução, conforme contexto.
> 300 mL
Retenção crônica
AUA usa >300 mL persistente como definição volumétrica de retenção crônica.
> 400 mL
Retenção urinária
Geralmente tratado como retenção urinária.
Use a calculadora acima com o volume pós-miccional medido em mL. O volume pré-miccional é opcional e calcula o percentual residual.
Fonte: Protocolo local / Ministério da Saúde BR 2020 / ICS teaching module / StatPearls PVR / AUA white paper
Hidronefrose — graduação ultrassonográfica
Grau
Achado
Interpretação
Ausente
Sistema coletor não dilatado
Normal quando não há contexto obstrutivo.
Leve
Dilatação inicial de cálices/pelve, papilas preservadas
Achado real, mas pode depender de hidratação, bexiga cheia ou variante.
Moderada
Cálices arredondados e papilas apagadas
Maior suspeita de obstrução; correlacionar com dor, ureter e jato ureteral.
Grave
Cálices confluentes e córtex afinado (<1 cm)
Consenso de anormalidade importante; procurar causa obstrutiva.
A graduação é parcialmente subjetiva; diferenciar de pelve extrarrenal e cistos parapélvicos.
Cisto simples: anecoico, parede fina e reforço posterior
~0%
Sem seguimento quando típico.
II
Poucos septos finos ou calcificação fina, sem componente sólido
<1%
Benigno em regra.
IIF
Mais septos ou discreto espessamento: precisa seguimento
~5–10%
Zona cinzenta; TC/RM ou contraste melhoram caracterização.
III
Parede/septos espessos ou irregulares com realce
~50%
Indeterminado/suspeito.
IV
Componente sólido realçante
~90–100%
Alta suspeição.
Bosniak nasceu para TC/RM com contraste. No ultrassom sem contraste, use como triagem descritiva e recomende método contrastado se houver complexidade.