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Doppler vascular

Mapeamento venoso para cirurgia

Um roteiro técnico para transformar refluxo, safenas, tributárias, perfurantes, diâmetros e limitações em um mapa útil para planejamento vascular.

Ágarus Serviços e Soluções em Medicina LTDACNPJ 24.740.646/0001-73Fortaleza - CE, BrasilAtualizado em 15 de junho de 2026

Mapa não é laudo genérico de Doppler

O mapeamento venoso pré-operatório precisa mostrar anatomia e hemodinâmica de modo útil para decisão vascular. Em varizes e insuficiência venosa crônica, interessa saber qual eixo refluxa, onde ele refluxa, qual o calibre, quais tributárias participam e se há doença profunda associada.

Em fluxo assistido por IA, o ganho está em não perder a estrutura. O sistema pode organizar achados, mas não deve criar safena incompetente, perfurante, diâmetro, extensão ou plano terapêutico quando isso não foi documentado no exame.

Fluxo de mapeamento

EtapaComo aplicarCuidado
1. Confirmar objetivo do mapaVarizes primárias, recidiva, planejamento de termoablação, cirurgia, escleroterapia, úlcera venosa, pós-procedimento ou anatomia complexa.O mapa não é só “tem refluxo”; ele precisa responder o que o cirurgião ou vascular vai usar.
2. Desenhar sistema profundo e superficialSeparar sistema profundo, safena magna, safena parva, acessórias, tributárias varicosas, perfurantes e veias comunicantes relevantes.Sem topografia, o laudo perde valor pré-operatório.
3. Registrar posição e manobraInformar se o exame foi feito em ortostase, proclive, sentado ou decúbito e qual manobra provocou refluxo.Refluxo venoso depende de hemodinâmica; técnica muda interpretação.
4. Medir segmentos úteisMedir diâmetro em pontos padronizados ou clinicamente relevantes, junções, segmentos insuficientes, veias acessórias e perfurantes.Medidas soltas sem localização não ajudam a decisão.
5. Separar refluxo, trombose e sequelaDescrever refluxo axial, segmentar, tributário, perfurante, varicosidades, trombose superficial, TVP ou sequela pós-trombótica quando presente.Planejamento seguro depende de não confundir doença superficial com obstrução profunda.
6. Concluir com mapa acionávelIndicar lado, veia, segmento, extensão, diâmetros, refluxo, varizes tributárias, perfurantes relevantes e limitações.A conclusão deve orientar planejamento, sem escolher tratamento automaticamente.

O que documentar

BlocoElementos úteisValor no mapa
IndicaçãoVarizes, recidiva, úlcera, planejamento cirúrgico, pós-ablação ou anatomia complexa.Define escopo e urgência.
Sistema profundoPerviedade, compressibilidade, refluxo profundo, sequela ou obstrução quando avaliados.Evita planejar superficial ignorando doença profunda.
Safena magnaJunção safenofemoral, coxa, joelho, perna, diâmetros, refluxo e tributárias.Eixo mais usado no planejamento.
Safena parvaJunção safenopoplítea, extensão cranial, diâmetro, refluxo e relação com varizes.Anatomia variável precisa aparecer.
Acessórias e tributáriasAcessória anterior/posterior, tributárias varicosas, trajeto e conexão com eixo insuficiente.Ajuda a explicar recidiva e rota terapêutica.
PerfurantesLocalização, diâmetro, refluxo, relação com úlcera ou varicosidades.Só são úteis se localizadas e contextualizadas.
Pele e território clínicoRelação com marcação clínica, úlcera, cicatriz, dor focal ou varizes visíveis.Aproxima exame da decisão real.
LimitaçõesDor, edema, ferida, curativo, obesidade, veia tortuosa, pós-operatório ou janela incompleta.Evita falsa precisão.

Como escrever conclusões acionáveis

SituaçãoFormulação segura
Refluxo axial de safena magnaInformar lado, extensão, diâmetros por segmento, junção, tributárias e se há refluxo profundo associado.
Refluxo de safena parvaDescrever junção safenopoplítea ou extensão cranial, trajeto, variações anatômicas, tributárias e limitação.
Tributárias varicosas sem refluxo axial claroLocalizar território e conexão provável, sem forçar incompetência de safena se ela não foi demonstrada.
Perfurante insuficienteCitar lado, topografia, diâmetro, refluxo e relação com varizes, úlcera ou alteração cutânea.
Mapa limitadoDizer qual segmento não pôde ser avaliado e por quê, especialmente em pós-operatório, edema, curativo ou dor.

Checklist contra extrapolação da IA

  • Não inventar diâmetro, refluxo, extensão, junção, perfurante ou tributária para completar o mapa.
  • Não sugerir ablação, cirurgia, escleroterapia ou anticoagulação como decisão automática do laudo.
  • Não chamar fluxo invertido por obstrução proximal de refluxo valvar sem contexto técnico.
  • Não omitir trombose superficial, TVP, sequela pós-trombótica ou limitação de compressão quando relevantes.
  • Não misturar mapa pré-operatório com laudo genérico de TVP se o pedido clínico era refluxo/varizes.
  • Não deixar a posição do paciente e a manobra invisíveis quando o laudo discute refluxo.

Fontes técnicas usadas

As fontes abaixo sustentam a separação entre refluxo, mapeamento, documentação de sistemas venosos, limites técnicos e doença venosa crônica. Elas devem ser aplicadas junto do protocolo local e da avaliação vascular.

Conexão com Doppler venoso

Esta página aprofunda a parte de mapeamento do Doppler venoso. A página principal de Doppler venoso MMII organiza TVP, refluxo, compressibilidade, conclusão e preparo do paciente.

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde. Não substitui diretriz original, treinamento supervisionado, protocolo local, avaliação vascular presencial ou responsabilidade do médico que assina o laudo.