Valores de referênciaValores de referência

Regiões inguinais — Valores de referência

Regiões inguinais — Valores de referência: Protocolo mínimo da virilha, Marcos anatômicos obrigatórios, Hérnia inguinal indireta, Hérnia inguinal direta, Hérnia femoral.

Categoria para o exame direcionado da virilha: hérnia, linfonodo, massa, coleção, complicação vascular e pós-operatório. Não existe um único sistema universal para todos esses achados; por isso a leitura usa verde para exame dinâmico completo sem alteração, amarelo para achado pequeno/indeterminado ou divergente entre referências, e vermelho para hérnia complicada, hérnia femoral relevante, linfonodo morfologicamente suspeito, pseudoaneurisma, trombose ou infecção.

Medidas e valores de referência

MedidaValor usualObservação
Protocolo mínimo da virilhalinear alta frequência + repouso + manobra dinâmicaUsar transdutor linear de alta frequência, varrer o ponto doloroso, canal inguinal, região femoral, vasos femorais e lado contralateral quando o achado for duvidoso. Valsalva, tosse e ortostase aumentam a sensibilidade para hérnia oculta.Fonte: ACR-AIUM-SPR-SRU abdomen parameter / RadioGraphics 2016 / HerniaSurge 2018
Marcos anatômicos obrigatóriosvasos epigástricos inferiores, ligamento inguinal, veia femoralEvite siglas no laudo didático: escreva vasos epigástricos inferiores, canal inguinal, triângulo de Hesselbach, ligamento inguinal, veia femoral e anel inguinal profundo.Fonte: RadioGraphics 2016 / EPOS ECR 2023
Hérnia inguinal indiretalateral aos vasos epigástricos inferioresO colo costuma estar no anel inguinal profundo e o conteúdo pode seguir pelo canal inguinal em direção ao escroto ou aos grandes lábios.Fonte: RadioGraphics 2016 / AJR 2006
Hérnia inguinal diretamedial aos vasos epigástricos inferioresOcorre no triângulo de Hesselbach, acima do ligamento inguinal; abaulamento da parede posterior com Valsalva pode preceder hérnia direta evidente.Fonte: RadioGraphics 2016 / EPOS ECR 2019
Hérnia femoralinferior ao ligamento inguinal e medial à veia femoralTem maior risco de complicação que a inguinal; alça, dor, não redutibilidade, líquido no saco ou sinais de obstrução devem ser comunicados com prioridade.Gordura pequena e redutível: achado real, mas conduta depende de sintomasAlça, dor ou não redutível: risco de encarceramento/estrangulamentoFonte: HerniaSurge 2018 / Safer Care Victoria / EPOS ECR 2019
Defeito ou colo herniáriomedir em milímetrosNão há corte universal de normalidade: medir colo/defeito, saco, conteúdo, redutibilidade e comportamento em repouso/Valsalva/ortostase. Hérnia pequena vista só ao ultrassom pode não indicar cirurgia se mínima ou assintomática.Fonte: HerniaSurge 2018 / Insights Imaging 2022 / Safer Care Victoria
Linfonodo inguinal — eixo curto<10 usual; até 15 pode ser contextual mmCT em assintomáticos encontrou média de 5,4 mm e dois desvios-padrão em 8,8 mm; Node-RADS aceita até 15 mm para região inguinal. No ultrassom, morfologia é mais importante que tamanho isolado.Verde: ≤8,8 mm, oval, hilo gorduroso, córtex finoAmarelo: 9–15 mm com morfologia preservadaVermelho: >15 mm ou morfologia suspeitaFonte: Bontumasi AJR 2014 / Node-RADS / VITA-GLOWM
Linfonodo inguinal — morfologia benignaoval, hilo central, córtex <4 mmCritérios úteis: relação eixo longo/eixo curto maior que 2, hilo gorduroso preservado, córtex homogêneo menor que 4 mm e fluxo hilar ou ausente.Fonte: EPOS ECR 2023 inguinal nodes / superficial lymph node ultrasound reviews
Pseudoaneurisma femoralcolo arterial + fluxo bidirecionalSinal de yin-yang no Doppler colorido ajuda, mas o achado mais específico é o fluxo vai-e-vem no colo que comunica com a artéria.Vermelho: colo com fluxo vai-e-vemFonte: SRU vascular case / World Journal of Radiology
Canal de Nuck / hidrocele femininacisto anecoico no canal inguinal femininoPode simular hérnia ou linfonodo. Lesão cística sem fluxo, com reforço posterior e sem continuidade de alça favorece hidrocele do canal de Nuck; procurar comunicação peritoneal e complicação.Fonte: J Ultrason 2024 / JSCR 2022

Classificações e calculadoras

Assistente interativo — região inguinal

EntradaSaídaComo usar
Exame dinâmico completo sem achadoVerdeUsar apenas quando repouso, Valsalva/tosse e, se necessário, ortostase foram documentados.
Hérnia pequena, gordurosa ou duvidosaAmareloDescrever como achado real/possível, medir o colo e correlacionar sintomas; conduta pode variar.
Hérnia femoral, alça não redutível ou sinais de sofrimentoVermelhoComunicar prioridade clínica: risco de encarceramento, estrangulamento ou obstrução.

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Fonte: HerniaSurge 2018/2023 / RadioGraphics 2016 / ACR-AIUM-SPR-SRU

Mapa anatômico da hérnia da virilha

TipoLocalização ultrassonográficaPontos que precisam constar
Inguinal indiretaLateral aos vasos epigástricos inferiores; entra pelo anel inguinal profundo e segue o canal.Lado, colo, conteúdo, redutibilidade, extensão para escroto/grandes lábios.
Inguinal diretaMedial aos vasos epigástricos inferiores, no triângulo de Hesselbach, acima do ligamento inguinal.Abaulamento da parede posterior, colo, conteúdo e se aparece apenas com esforço.
FemoralInferior ao ligamento inguinal, geralmente medial à veia femoral.Priorizar se houver dor, alça, não redutibilidade ou líquido no saco.
Recorrente / pós-operatóriaPesquisar bordas da tela cirúrgica e região inferomedial com manobra dinâmica.Diferenciar recorrência de seroma, hematoma, fibrose, plug/tela e linfonodo.

Fonte: RadioGraphics 2016 / EPOS ECR 2023 / AJR 2006

Linfonodo inguinal — leitura por cores

CorAchadoInterpretação
VerdeEixo curto até 8,8 mm, oval, relação eixo longo/eixo curto >2, hilo gorduroso, córtex homogêneo <4 mm.Compatível com linfonodo reacional/benigno se o contexto clínico concorda.
AmareloEixo curto 9–15 mm com hilo preservado, espessamento cortical difuso ou contexto inflamatório.Zona comum na virilha; tamanho isolado não fecha malignidade.
VermelhoEixo curto >15 mm, arredondado, hilo ausente, córtex excêntrico, necrose/cístico, cápsula interrompida ou fluxo periférico/desorganizado.Suspeito, especialmente em câncer de pele, vulva, pênis, canal anal, melanoma, linfoma ou massa de partes moles.

A região inguinal aceita linfonodos maiores que outros territórios; por isso a morfologia e a comparação bilateral são decisivas.

Fonte: Bontumasi AJR 2014 / VITA consensus / EPOS ECR 2023

Diferenciais práticos de massa inguinal

PadrãoPossibilidadesAlerta
Aumenta com Valsalva ou em péHérnia, variz do ligamento redondo, varicocele do cordão, recidiva pós-operatória.Confirmar trajeto e relação com vasos/ligamento inguinal.
Cístico simples avascularHidrocele do canal de Nuck, cisto do cordão espermático, seroma simples.Amarelo se septado, doloroso, infectado ou com comunicação duvidosa.
Sólido oval com hiloLinfonodo reacional, dermatopatia de membro inferior, inflamação genital/perineal.Não usar tamanho isolado; acompanhar morfologia.
Vascular pulsátilPseudoaneurisma femoral, fístula arteriovenosa, variz trombosada.Doppler espectral obrigatório antes de punção.
Sólido irregular ou profundoMetástase, linfoma, sarcoma, endometriose do canal inguinal, tumor de bainha nervosa.Considerar imagem complementar e via oncológica/local.

Fonte: JSCR 2022 / RadioGraphics 2016 / superficial lymph node ultrasound reviews

Checklist de laudo — região inguinal

ItemPor que importa
Lado e ponto de dorEvita laudo genérico quando o achado é focal ou contralateral.
Repouso, Valsalva/tosse e ortostase quando necessárioSem manobra dinâmica, hérnia oculta pode passar despercebida.
Relação com vasos epigástricos inferiores e veia femoralClassifica direta, indireta ou femoral sem siglas difíceis.
Conteúdo e redutibilidadeGordura redutível, alça, bexiga/ovário, líquido e dor mudam prioridade.
ComplicaçãoNão redutível, alça espessada, líquido, ausência de peristalse, pseudoaneurisma, trombose ou infecção exigem conclusão explícita.

Fonte: ACR-AIUM-SPR-SRU / HerniaSurge / RadioGraphics

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