Valores de referênciaValores de referência

Punho / mão (sem e com Doppler)

Punho / mão (sem e com Doppler) — Valores de referência: Protocolo mínimo sem Doppler, Protocolo com Doppler, Nervo mediano — área seccional no túnel do carpo.

O exame de punho deve separar técnica anatômica, avaliação tendínea, nervos periféricos e inflamação articular. Doppler não é “extra”: em suspeita de sinovite, tenossinovite, artrite reumatoide, infecção ou massa vascular, ele muda a interpretação.

Medidas e valores de referência

MedidaValor usualObservação
Protocolo mínimo sem Dopplerdorsal + volar + dinâmicoAvaliar tendões em eixo curto e longo, retináculos, articulações radiocárpica/intercárpica, túnel do carpo, canal de Guyon e ponto doloroso.Fonte: ESSR wrist guideline / AIUM MSK parameter
Protocolo com Dopplerbaixa escala e ganho alto sem artefatoUsar para sinovite, tenossinovite, artrite inflamatória, hiperemia peritendínea, massa vascular e infecção; evitar compressão excessiva.Fonte: AIUM / OMERACT-EULAR
Nervo mediano — área seccional no túnel do carpo<10 mm²Cortes fixos variam; 10–12 mm² é zona cinzenta e >12 mm² é mais consistente com neuropatia compressiva quando sintomas concordam.usual: <10 mm²limítrofe: 10–12 mm²aumentado: >12 mm²Fonte: J Ultrasound Med / Frontiers Neurology / CTS reviews
Nervo mediano — razão punho/antebraço<1,4Razão ≥1,4 aumenta suspeita e reduz variação por biotipo; use área no punho dividida pela área no antebraço proximal.usual: <1,4suspeito: ≥1,4Fonte: Hobson-Webb / J Ultrasound Med
Nervo mediano — limite por circunferência do punho0,88 × circunferência − 4 mm²Alternativa descrita para ajustar o limite superior normal pela circunferência do punho em centímetros.Fonte: Frontiers Neurology 2021
Nervo ulnar no canal de Guyonsem corte universalComparar calibre, fascículos, compressão, massa/cisto, artéria ulnar, bifurcação em ramo superficial sensitivo e ramo profundo motor.Fonte: ESSR wrist guideline / AIUM peripheral nerve
Sinovite — escala OMERACT/EULAR0–3 modo B e DopplerModo B mede hipertrofia sinovial; Doppler mede vascularização ativa. Interpretar separadamente e junto ao contexto clínico.Fonte: EULAR-OMERACT / SONAR RA recommendations

Classificações e calculadoras

Assistente interativo — punho, nervos e sinovite

EntradaComo interpretarLimitação
Sem sinovite e nervo mediano usualÁrea do nervo <10 mm², sem Doppler sinovial, sem tenossinovite e sem erosão.Correlacionar com sintomas; ultrassom não exclui todas as neuropatias.
Zona cinzentaNervo 10–12 mm², razão ≥1,4 isolada, sinovite grau 1, Doppler discreto ou tenossinovite sem sinais agressivos.Requer clínica, comparação contralateral e, às vezes, eletroneuromiografia ou reumatologia.
Anormal relevanteNervo >12 mm² com razão alta/sintomas, Doppler grau 2–3, sinovite modo B grau 2–3, erosão, ruptura tendínea ou déficit motor.Não encerrar como achado incidental.

Use como triagem didática. A conclusão final deve integrar queixa, exame físico, distribuição dos sintomas e hipótese clínica.

Fonte: ESSR / AIUM / EULAR-OMERACT / Frontiers Neurology

Compartimentos extensores do punho — mapa anatômico

CompartimentoTendõesDicas e patologias comuns
1Abdutor longo do polegar + extensor curto do polegar.Tenossinovite de De Quervain; procurar septo vertical e tendões acessórios.
2Extensor radial longo do carpo + extensor radial curto do carpo.Ponto de cruzamento com o primeiro compartimento no antebraço distal: síndrome de interseção.
3Extensor longo do polegar.Usar tubérculo de Lister como marco; risco de ruptura em artrite reumatoide ou atrito.
4Extensor dos dedos + extensor próprio do indicador.Tenossinovite inflamatória é comum; manobra dinâmica separa tendões.
5Extensor próprio do dedo mínimo.Pequeno e ulnar; avaliar tenossinovite e ruptura em artrite inflamatória.
6Extensor ulnar do carpo.Avaliar subluxação dinâmica, tendinopatia, tenossinovite e gota/depósito cristalino.

Fonte: ESSR wrist technical guideline / Radiopaedia anatomy

Face volar — túnel do carpo e canal de Guyon

EstruturaConteúdo / marcoO que procurar
Túnel do carpo proximalEscafoide radial e pisiforme ulnar; nervo mediano superficial aos tendões flexores.Área do nervo mediano, edema fascicular, retináculo, artéria mediana persistente e nervo bífido.
Túnel do carpo distalTrapézio radial e hâmulo do hamato ulnar.Achatamento, arqueamento do retináculo, cistos, tenossinovite flexora e massas.
Tendões flexores dentro do túnelQuatro flexores superficiais dos dedos, quatro flexores profundos dos dedos e flexor longo do polegar.Tenossinovite flexora, aderência, ruptura parcial e gatilho inflamatório.
Canal de GuyonArtéria ulnar radial ao nervo ulnar; dividir em ramo superficial sensitivo e ramo profundo motor.Cisto/gânglio, trombose/aneurisma da artéria ulnar, compressão no hâmulo e lesão do ramo motor.
Tendão flexor radial do carpoRadial, sobre o escafoide/trapézio, fora do túnel do carpo principal.Tenossinovite, tendinopatia e dor radial volar.
Tendão flexor ulnar do carpoInsere no pisiforme; referência para canal de Guyon.Entesopatia, calcificação, depósito cristalino e dor ulnar.

Fonte: ESSR wrist technical guideline / AIUM MSK parameter

Sinovite e artrite reumatoide — escala didática OMERACT/EULAR

GrauModo B: hipertrofia sinovialDoppler: vascularização
0Ausente: sem hipertrofia sinovial.Ausente: sem sinal Doppler.
1Mínima: espessamento discreto sem grande abaulamento.Mínimo: até poucos pontos/sinais isolados.
2Moderada: hipertrofia abaula além da linha óssea com superfície plana ou côncava.Moderado: sinais vasculares em menos de metade da área sinovial.
3Grave: hipertrofia importante com superfície convexa.Grave: sinais vasculares em metade ou mais da área sinovial.

Em artrite reumatoide, relatar articulações avaliadas, grau em modo B, grau Doppler, erosões, tenossinovite e ruptura tendínea. Doppler persistente pode indicar atividade mesmo quando a clínica parece controlada.

Fonte: EULAR-OMERACT / SONAR recommendations / AIUM

Principais diferenciais no punho

QuadroAchados úteis no ultrassomComentário
Síndrome do túnel do carpoNervo mediano aumentado, razão punho/antebraço alta, edema fascicular, achatamento distal, arqueamento do retináculo, hipervascularização intraneural.Correlacionar com território sensitivo e eletroneuromiografia quando necessário.
Tenossinovite de De QuervainEspessamento da bainha no primeiro compartimento, líquido, hiperemia e dor à compressão dinâmica.Procurar septo entre abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar.
Síndrome de interseçãoAtrito/tenossinovite onde tendões do primeiro compartimento cruzam os extensores radiais no antebraço distal.Dor costuma ser mais proximal que De Quervain.
Gânglio/cisto sinovialLesão cística com reforço posterior, pedículo articular às vezes visível, sem fluxo interno.Se complexo, vascularizado ou sólido, reclassificar como indeterminado.
Artrite inflamatória / artrite reumatoideSinovite modo B, Doppler sinovial, erosões marginais, tenossinovite flexora/extensora e possíveis rupturas.Doppler e erosão tornam a suspeita mais relevante; integrar com sorologia e reumatologia.
Gota ou doença por cristaisTofos heterogêneos, sombra, erosões, duplo contorno em cartilagem quando visível, tenossinovite por cristais.Pode imitar infecção ou artrite inflamatória.
InfecçãoColeção, hiperemia intensa, tenossinovite purulenta suspeita, gás, celulite e dor importante.Urgência clínica; ultrassom ajuda a localizar coleção e guiar aspiração.
Lesão ligamentar/complexo fibrocartilaginoso triangularUltrassom avalia parcialmente ligamento escafolunar dorsal e complexo triangular ulnar; usar manobras e comparar.Ressonância/artroressonância pode ser necessária.

Fonte: ESSR / AIUM / EULAR-OMERACT / MSK reviews

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