Valores de referênciaValores de referência

Ocular / oftalmológica — Valores de referência

Ocular / oftalmológica — Valores de referência: Técnica segura — exame através da pálpebra, Varredura mínima para aprender a anatomia, Bainha do nervo óptico — adulto.

Use técnica sem pressão, gel abundante e preset ocular quando disponível. Se houver suspeita de globo aberto, não comprima o olho e priorize avaliação oftalmológica ou emergência; esta seção é apoio didático e não substitui exame oftalmológico.

Medidas e valores de referência

MedidaValor usualObservação
Técnica segura — exame através da pálpebragel abundante, transdutor linear, sem pressão direta, preset ocularO transdutor deve flutuar sobre o gel. Em trauma, dor intensa ou suspeita de perfuração, a prioridade é não comprimir o globo ocular.seguro: sem pressão + preset ocularlimitação técnica: sem preset ocular ou janela ruimnão comprimir: suspeita de globo abertoFonte: StatPearls Ocular Ultrasound / ACEP Sonoguide
Varredura mínima para aprender a anatomiaplanos transversal e longitudinal, olho em repouso e com movimentos suavesIdentifique cristalino, vítreo, retina, parede posterior, nervo óptico e espaço atrás do globo antes de procurar patologia.Fonte: University of Iowa EyeRounds / EyeWiki
Bainha do nervo óptico — adulto≤ 5,0 mmMedir 3 mm atrás da retina/parede posterior do globo; idealmente medir os dois olhos e interpretar com clínica neurológica.normal consensual: ≤5,0 mmlimítrofe ou divergente: >5,0–5,7 mmalto risco para pressão intracraniana elevada: ≥5,8 mmFonte: ACEP Sonoguide / StatPearls / revisão de bainha do nervo óptico
Bainha do nervo óptico — criança≤ 4,5 em 1–15 anos; ≤ 4,0 em menor de 1 ano mmPontos de corte pediátricos variam; use como triagem, não como diagnóstico isolado de pressão intracraniana.normal consensual: ≤4,5 mm criança; ≤4,0 mm lactentelimítrofe: até ~0,5 mm acima do corteanormal provável: claramente acima do corte + clínicaFonte: ACEP Sonoguide / revisão de bainha do nervo óptico
Elevação do disco óptico≤ 0,6 mmElevação acima de 0,6 mm favorece papiledema no contexto adequado; drusas do disco podem simular pseudopapiledema.sem elevação relevante: <0,4 mmzona cinzenta: 0,4–0,6 mmsuspeito para papiledema: >0,6 mmFonte: StatPearls Ocular Ultrasound / estudos de papiledema
Comprimento axial do olho adulto~22–24,5 mmVaria com refração, população e método. Valores muito longos sugerem miopia axial; valores curtos podem ocorrer em hipermetropia ou olhos pequenos.faixa usual adulta: 22–24,5 mmfora da média, correlacionar refração: 20,5–21,9 ou 24,6–26,4 mmmarcadamente fora da faixa: <20,5 ou ≥26,5 mmFonte: EyeWiki / Scientific Reports axial length
Segmento posterior normalvítreo anecoico; retina fina e contínua na parede posterior; disco óptico como referênciaMovimento dinâmico do olho ajuda a separar membranas verdadeiras de ecos móveis no vítreo.Fonte: StatPearls / ACEP Sonoguide / EyeWiki
Massa intraocular — medidas obrigatóriasbase, altura, localização, refletividade, sombra e vascularidade quando indicadaMassa sólida, crescimento, calcificação em criança ou descolamento associado pedem avaliação oftalmológica especializada.sem massa: parede regularlesão indeterminada: documentar e compararalto risco: massa sólida, vascularizada, calcificada em criança ou em crescimentoFonte: EyeWiki / revisão de ultrassonografia oftalmológica

Classificações e calculadoras

Assistente interativo — ultrassonografia ocular

SaídaCorLeitura
Normal provávelVerdeSem alerta, medidas dentro da faixa e segmento posterior sem membranas patológicas.
Atenção / indeterminadoAmareloMedida limítrofe, vítreo com ecos móveis, descolamento posterior do vítreo, técnica limitada ou indicação de trauma sem sinais de globo aberto.
UrgenteVermelhoSuspeita de globo aberto, descolamento de retina, corpo estranho, ausência de fluxo na artéria central da retina, hematoma retrobulbar, luxação do cristalino ou pressão intracraniana provável.

O botão Limpar reinicia o cálculo. A saída é uma triagem didática para padronizar raciocínio e comunicação; emergências oculares continuam dependentes de avaliação especializada.

Fonte: StatPearls / ACEP Sonoguide / EyeWiki

Mapa anatômico para leigos e aprendizes

EstruturaComo aparecePor que importa
CristalinoEstrutura biconvexa logo atrás da íris; normalmente centrada.Subluxação ou luxação pode ocorrer no trauma e altera visão.
VítreoConteúdo escuro/anecoico que preenche a maior parte do olho.Ecos móveis sugerem sangue, inflamação ou degeneração vítrea.
RetinaLinha fina junto à parede posterior; quando descola, vira membrana mais espessa presa ao disco óptico.Descolamento de retina é emergência, principalmente se a mácula ainda estiver aplicada.
CoroideCamada vascular profunda; descolamentos costumam ser convexos e não cruzam o disco óptico.Ajuda a diferenciar descolamento coroideano de descolamento de retina.
Nervo óptico e sua bainhaEstrutura escura atrás do globo; a bainha é medida 3 mm atrás da parede posterior.Aumento pode acompanhar pressão intracraniana elevada.
Artéria central da retinaFluxo ao Doppler dentro do nervo óptico, entrando no olho.Ausência/redução importante no contexto certo sugere oclusão arterial.

Fonte: EyeWiki / StatPearls / ACEP Sonoguide

Técnica segura passo a passo

PassoFazerEvitar
Antes de tocarPerguntar por trauma penetrante, cirurgia recente, dor intensa ou deformidade do globo.Pressão se houver suspeita de globo aberto.
PrepararCamada espessa de gel sobre a pálpebra fechada e transdutor linear.Contato seco ou compressão para “melhorar” a imagem.
ConfigurarPreset ocular/baixo índice mecânico e térmico quando disponível.Usar potência alta desnecessária.
VarreduraPlanos horizontal e vertical, com movimentos suaves do olhar para avaliar mobilidade.Concluir sem avaliar quadrantes e sem testar movimento.
MedirBainha do nervo óptico 3 mm atrás da retina; comprimento axial no eixo visual quando indicado.Medir oblíquo ou em imagem fora do eixo.

Fonte: ACEP Sonoguide / University of Iowa EyeRounds / StatPearls

Retina, vítreo e coroide — como diferenciar

AchadoPista ultrassonográficaConduta sugerida
Segmento posterior normalVítreo escuro, sem membrana; retina aplicada à parede.Correlacionar com exame clínico.
Hemorragia vítreaEcos móveis heterogêneos, mais evidentes com ganho alto e movimento do olho.Avaliar retina escondida; orientar oftalmologia conforme clínica.
Descolamento posterior do vítreoMembrana fina, muito móvel, que não fica presa ao disco óptico e pode cruzar a linha média.Diferenciar de retina; retorno urgente se flashes, campo escuro ou piora.
Descolamento de retinaMembrana mais espessa, presa ao disco óptico, frequentemente em V ou funil.Avaliação oftalmológica urgente; macula aplicada é mais tempo-sensível.
Descolamento coroideanoMembranas convexas espessas, podem parecer “kissing”, poupam o disco óptico.Correlacionar trauma, cirurgia, hipotonia ou inflamação; avaliação especializada.

Fonte: ACEP Sonoguide / StatPearls / EyeWiki

Emergências e alertas no ultrassom ocular

SituaçãoAchados úteisMensagem prática
Globo aberto / ruptura ocularContorno irregular, câmara anterior alterada, conteúdo extravasado; pode haver corpo estranho.Não comprimir. Interromper exame se a suspeita for alta.
Corpo estranho intraocularFoco muito ecogênico com sombra ou reverberação.Tratar como trauma penetrante até prova em contrário.
Luxação do cristalinoCristalino deslocado para câmara vítrea ou anterior, fora do eixo esperado.Associar a trauma, síndrome do tecido conjuntivo ou cirurgia.
Hematoma retrobulbarColeção atrás do globo, proptose; globo pode assumir formato em “ponta”.Emergência orbitária se houver dor, proptose ou queda visual.
Oclusão da artéria central da retinaFluxo ausente ou muito reduzido; às vezes foco hiperecogênico embólico perto do disco.Janela terapêutica curta; comunicação imediata.
Celulite orbitária / abscessoEspessamento de partes moles, coleção, restrição de movimento, dor.Ultrassom ajuda, mas tomografia/oftalmologia podem ser necessários.

Fonte: ACEP Sonoguide / StatPearls

Bainha do nervo óptico e papiledema — leitura por cores

MedidaVerdeAmareloVermelho
Adulto≤5,0 mm>5,0–5,7 mm≥5,8 mm
Criança 1–15 anos≤4,5 mm4,6–5,0 mm>5,0 mm + clínica
Menor de 1 ano≤4,0 mm4,1–4,5 mm>4,5 mm + clínica
Elevação do disco óptico<0,4 mm0,4–0,6 mm>0,6 mm

Esses cortes não substituem avaliação neurológica. Hidratação, hipercapnia, técnica, eixo da imagem e doença ocular podem alterar a medida.

Fonte: ACEP Sonoguide / StatPearls / revisão de bainha do nervo óptico

Biometria e massas — o que documentar

UsoDocumentarAtenção
Biometria ocularComprimento axial, método, olho direito/esquerdo e qualidade da medida.Diferença entre olhos e refração.
Meios opacosCatarata densa, hemorragia ou opacidade que impede fundoscopia.Ultrassom avalia retina oculta, mas não substitui exame completo.
Massa melanocítica ou sólidaBase, altura, forma, refletividade, sombra, líquido sub-retiniano e vascularidade.Crescimento ou sinais de atividade exigem especialista.
Criança com massa/calcificaçãoMassa intraocular ecogênica, calcificação ou descolamento associado.Pensar em retinoblastoma até prova em contrário.

Fonte: EyeWiki / Ophthalmologic ultrasound reviews

Checklist didático do laudo ocular

ItemPergunta que o laudo deve responder
Segurança/técnicaFoi exame transpalpebral, sem pressão, com limitação por dor/trauma?
Globo ocularContorno, volume e câmara anterior estão preservados?
CristalinoEstá centrado ou há subluxação/luxação?
VítreoEstá anecoico ou há ecos móveis compatíveis com sangue/inflamação?
Retina/coroideHá membrana? Ela fica presa ao disco óptico ou poupa o disco?
Nervo ópticoBainha e disco foram medidos quando havia indicação neurológica?
DopplerFluxo da artéria central da retina foi avaliado quando havia perda visual aguda?
ConclusãoA conclusão separa normal, indeterminado e urgente, com recomendação objetiva?

Fonte: StatPearls / ACEP Sonoguide / EyeWiki

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