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Artigo

Ultrassom das regiões inguinais

Ultrassom das regiões inguinais: técnica dinâmica, hérnia inguinal direta e indireta, hérnia femoral, linfonodos, laudo normal e limitações.

Ágarus Serviços e Soluções em Medicina LTDACNPJ 24.740.646/0001-73Fortaleza - CE, BrasilAtualizado em 19 de junho de 2026

O que é e quando indicar

O ultrassom das regiões inguinais avalia abaulamentos e dor inguinal, sendo o método dinâmico de escolha para hérnias inguinais e femorais, além de linfonodos e outras lesões da região. A manobra de esforço é essencial.

Esta página organiza o protocolo em linguagem clara e não substitui as diretrizes originais (EFSUMB, AIUM, CBR), o treinamento supervisionado nem a correlação clínica.

Anatomia de referência

  • Vasos epigástricos inferiores: divisor entre hérnia inguinal indireta (lateral) e direta (medial)
  • Anel inguinal profundo e o trajeto do canal inguinal
  • Ligamento inguinal e a veia femoral, referência para a hérnia femoral (medial à veia)
  • Cordão espermático/ligamento redondo dentro do canal
  • Linfonodos inguinais superficiais e profundos

Técnica dinâmica

  • Transdutor linear de alta frequência (7 a 15 MHz)
  • Avaliar em repouso e durante manobra de Valsalva, em decúbito e em ortostatismo
  • Localizar os vasos epigástricos inferiores para classificar a hérnia
  • Medir o colo do defeito e caracterizar o conteúdo (gordura, alça com peristalse)
  • Testar a redutibilidade e procurar sinais de complicação

Tipos de hérnia e diferenciação

  • Inguinal indireta: emerge lateral aos vasos epigástricos inferiores, desce pelo canal
  • Inguinal direta: protrui medial aos vasos, pelo assoalho do canal
  • Femoral: medial à veia femoral, abaixo do ligamento inguinal (maior risco de encarceramento)
  • Diferenciar de linfonodomegalia, varizes e outras massas
  • Sinais de complicação: irredutibilidade, ausência de peristalse, líquido, hiperemia

Modelo de laudo normal

  • Regiões inguinais sem defeito da parede ou saco herniário, inclusive à manobra de Valsalva
  • Vasos epigástricos inferiores e femorais identificados, sem hérnia adjacente
  • Ausência de hérnia femoral abaixo do ligamento inguinal
  • Linfonodos inguinais de aspecto habitual, quando visíveis
  • Ponto sintomático examinado sem alterações estruturais

Limitações e armadilhas

  • Não dinamizar e perder hérnias pequenas redutíveis
  • Confundir gordura pré-peritoneal com hérnia sem defeito claro
  • Não classificar em relação aos vasos epigástricos
  • Linfonodo reacional confundido com massa
  • Registrar limitações e o caráter dinâmico do exame

Não superdiagnosticar

Classifique a hérnia pela relação com os vasos e o ligamento inguinal, caracterize o conteúdo e a redutibilidade, e valorize sinais de complicação. Descreva com objetividade e correlacione com a clínica.

Fontes

Conteúdo educacional; não substitui diretrizes originais, avaliação médica nem treinamento supervisionado. Referências principais:

  • EFSUMB. Guidelines and recommendations on groin and abdominal wall ultrasound (apoio didático).
  • AIUM. Practice Parameter for the Performance of Ultrasound of Superficial Structures (quando aplicável).
  • Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). Normatização e diretrizes técnicas de ultrassonografia.
  • Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound (região inguinal).
  • Radiopaedia. Inguinal hernia ultrasound (apoio didático, não copiado).

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Esta pagina resume praticas operacionais em linguagem simples. Ela nao substitui orientacao juridica, contrato com sua instituicao ou politica interna de prontuario.