Artigo
Ultrassom das regiões inguinais
Ultrassom das regiões inguinais: técnica dinâmica, hérnia inguinal direta e indireta, hérnia femoral, linfonodos, laudo normal e limitações.
O que é e quando indicar
O ultrassom das regiões inguinais avalia abaulamentos e dor inguinal, sendo o método dinâmico de escolha para hérnias inguinais e femorais, além de linfonodos e outras lesões da região. A manobra de esforço é essencial.
Esta página organiza o protocolo em linguagem clara e não substitui as diretrizes originais (EFSUMB, AIUM, CBR), o treinamento supervisionado nem a correlação clínica.
Anatomia de referência
- Vasos epigástricos inferiores: divisor entre hérnia inguinal indireta (lateral) e direta (medial)
- Anel inguinal profundo e o trajeto do canal inguinal
- Ligamento inguinal e a veia femoral, referência para a hérnia femoral (medial à veia)
- Cordão espermático/ligamento redondo dentro do canal
- Linfonodos inguinais superficiais e profundos
Técnica dinâmica
- Transdutor linear de alta frequência (7 a 15 MHz)
- Avaliar em repouso e durante manobra de Valsalva, em decúbito e em ortostatismo
- Localizar os vasos epigástricos inferiores para classificar a hérnia
- Medir o colo do defeito e caracterizar o conteúdo (gordura, alça com peristalse)
- Testar a redutibilidade e procurar sinais de complicação
Tipos de hérnia e diferenciação
- Inguinal indireta: emerge lateral aos vasos epigástricos inferiores, desce pelo canal
- Inguinal direta: protrui medial aos vasos, pelo assoalho do canal
- Femoral: medial à veia femoral, abaixo do ligamento inguinal (maior risco de encarceramento)
- Diferenciar de linfonodomegalia, varizes e outras massas
- Sinais de complicação: irredutibilidade, ausência de peristalse, líquido, hiperemia
Modelo de laudo normal
- Regiões inguinais sem defeito da parede ou saco herniário, inclusive à manobra de Valsalva
- Vasos epigástricos inferiores e femorais identificados, sem hérnia adjacente
- Ausência de hérnia femoral abaixo do ligamento inguinal
- Linfonodos inguinais de aspecto habitual, quando visíveis
- Ponto sintomático examinado sem alterações estruturais
Limitações e armadilhas
- Não dinamizar e perder hérnias pequenas redutíveis
- Confundir gordura pré-peritoneal com hérnia sem defeito claro
- Não classificar em relação aos vasos epigástricos
- Linfonodo reacional confundido com massa
- Registrar limitações e o caráter dinâmico do exame
Não superdiagnosticar
Classifique a hérnia pela relação com os vasos e o ligamento inguinal, caracterize o conteúdo e a redutibilidade, e valorize sinais de complicação. Descreva com objetividade e correlacione com a clínica.
Fontes
Conteúdo educacional; não substitui diretrizes originais, avaliação médica nem treinamento supervisionado. Referências principais:
- EFSUMB. Guidelines and recommendations on groin and abdominal wall ultrasound (apoio didático).
- AIUM. Practice Parameter for the Performance of Ultrasound of Superficial Structures (quando aplicável).
- Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). Normatização e diretrizes técnicas de ultrassonografia.
- Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound (região inguinal).
- Radiopaedia. Inguinal hernia ultrasound (apoio didático, não copiado).
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