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Artigo

Ultrassom de partes moles superficiais

Ultrassom de partes moles: cistos, lipomas, coleções e abscessos, corpo estranho, nódulos e linfonodos — técnica, achados típicos e laudo normal.

Ágarus Serviços e Soluções em Medicina LTDACNPJ 24.740.646/0001-73Fortaleza - CE, BrasilAtualizado em 19 de junho de 2026

O que é e quando indicar

O ultrassom de partes moles avalia nódulos e abaulamentos palpáveis, coleções, suspeita de abscesso, corpo estranho e linfonodos superficiais. É rápido, dinâmico e orienta conduta e drenagens.

Esta página organiza o protocolo em linguagem clara e não substitui as diretrizes originais (AIUM, ACR, CBR), o treinamento supervisionado nem a correlação clínica.

Técnica

  • Transdutor linear de alta frequência (7 a 18 MHz); usar coxim de gel para lesões muito superficiais
  • Examinar o ponto palpável, medir em três dimensões e determinar a camada (dérmica, subcutânea, muscular)
  • Doppler colorido para vascularização da lesão e diferenciação de coleção x sólido
  • Comparar com o lado contralateral quando aplicável
  • Documentar em dois planos com medida

Lesões típicas e como reconhecer

  • Cisto epidérmico/sebáceo: nódulo bem definido, conteúdo heterogêneo, sem fluxo interno
  • Lipoma: massa ovalada, paralela à pele, geralmente isoecoica/discretamente hiperecoica, com estrias
  • Coleção/abscesso: conteúdo anecoico/heterogêneo, sem fluxo interno, com hiperemia periférica; testar mobilidade do conteúdo
  • Corpo estranho: foco ecogênico com sombra e halo inflamatório
  • Nódulo sólido vascularizado indeterminado: descrever e encaminhar quando suspeito

Linfonodos superficiais

  • Normal/reacional: forma ovalada, hilo ecogênico central preservado, vascularização hilar
  • Suspeito: forma arredondada, perda do hilo, córtex espessado excêntrico, fluxo periférico/caótico
  • Medir o eixo curto e descrever a morfologia
  • Correlacionar com a clínica e a topografia de drenagem
  • Linfonodomegalia inespecífica não é sinônimo de malignidade

Modelo de laudo normal

  • Pele e tecido subcutâneo de espessura e ecotextura preservadas no ponto examinado
  • Ausência de nódulos, coleções ou corpo estranho
  • Planos musculares subjacentes sem alterações
  • Linfonodos de aspecto habitual, quando visíveis
  • Ausência de sinais inflamatórios ao Doppler

Limitações e armadilhas

  • Compressão excessiva deformando lesões pequenas: apoio leve e coxim de gel
  • Coleção espessa versus sólido: use o Doppler e a compressão para diferenciar
  • Lipoma versus outras massas: valorizar morfologia, mas descrever o que destoa
  • Corpo estranho radiotransparente que só o ultrassom mostra
  • Registrar limitações e sugerir método complementar/encaminhamento quando indicado

Não superdiagnosticar

Descreva camada, dimensões, ecotextura e vascularização, use padrões reconhecíveis (cisto, lipoma, coleção), e encaminhe lesões indeterminadas ou suspeitas sem afirmar histologia. A conclusão deve ser proporcional ao achado.

Fontes

Conteúdo educacional; não substitui diretrizes originais, avaliação médica nem treinamento supervisionado. Referências principais:

  • AIUM. Practice Parameter for the Performance of Ultrasound of Superficial Structures.
  • ACR. Appropriateness Criteria e parâmetros de partes moles (apoio didático).
  • Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). Normatização e diretrizes técnicas de ultrassonografia.
  • Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound (partes moles).
  • Radiopaedia. Soft tissue ultrasound (apoio didático, não copiado).

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