Artigo
Ultrassom de partes moles superficiais
Ultrassom de partes moles: cistos, lipomas, coleções e abscessos, corpo estranho, nódulos e linfonodos — técnica, achados típicos e laudo normal.
O que é e quando indicar
O ultrassom de partes moles avalia nódulos e abaulamentos palpáveis, coleções, suspeita de abscesso, corpo estranho e linfonodos superficiais. É rápido, dinâmico e orienta conduta e drenagens.
Esta página organiza o protocolo em linguagem clara e não substitui as diretrizes originais (AIUM, ACR, CBR), o treinamento supervisionado nem a correlação clínica.
Técnica
- Transdutor linear de alta frequência (7 a 18 MHz); usar coxim de gel para lesões muito superficiais
- Examinar o ponto palpável, medir em três dimensões e determinar a camada (dérmica, subcutânea, muscular)
- Doppler colorido para vascularização da lesão e diferenciação de coleção x sólido
- Comparar com o lado contralateral quando aplicável
- Documentar em dois planos com medida
Lesões típicas e como reconhecer
- Cisto epidérmico/sebáceo: nódulo bem definido, conteúdo heterogêneo, sem fluxo interno
- Lipoma: massa ovalada, paralela à pele, geralmente isoecoica/discretamente hiperecoica, com estrias
- Coleção/abscesso: conteúdo anecoico/heterogêneo, sem fluxo interno, com hiperemia periférica; testar mobilidade do conteúdo
- Corpo estranho: foco ecogênico com sombra e halo inflamatório
- Nódulo sólido vascularizado indeterminado: descrever e encaminhar quando suspeito
Linfonodos superficiais
- Normal/reacional: forma ovalada, hilo ecogênico central preservado, vascularização hilar
- Suspeito: forma arredondada, perda do hilo, córtex espessado excêntrico, fluxo periférico/caótico
- Medir o eixo curto e descrever a morfologia
- Correlacionar com a clínica e a topografia de drenagem
- Linfonodomegalia inespecífica não é sinônimo de malignidade
Modelo de laudo normal
- Pele e tecido subcutâneo de espessura e ecotextura preservadas no ponto examinado
- Ausência de nódulos, coleções ou corpo estranho
- Planos musculares subjacentes sem alterações
- Linfonodos de aspecto habitual, quando visíveis
- Ausência de sinais inflamatórios ao Doppler
Limitações e armadilhas
- Compressão excessiva deformando lesões pequenas: apoio leve e coxim de gel
- Coleção espessa versus sólido: use o Doppler e a compressão para diferenciar
- Lipoma versus outras massas: valorizar morfologia, mas descrever o que destoa
- Corpo estranho radiotransparente que só o ultrassom mostra
- Registrar limitações e sugerir método complementar/encaminhamento quando indicado
Não superdiagnosticar
Descreva camada, dimensões, ecotextura e vascularização, use padrões reconhecíveis (cisto, lipoma, coleção), e encaminhe lesões indeterminadas ou suspeitas sem afirmar histologia. A conclusão deve ser proporcional ao achado.
Fontes
Conteúdo educacional; não substitui diretrizes originais, avaliação médica nem treinamento supervisionado. Referências principais:
- AIUM. Practice Parameter for the Performance of Ultrasound of Superficial Structures.
- ACR. Appropriateness Criteria e parâmetros de partes moles (apoio didático).
- Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). Normatização e diretrizes técnicas de ultrassonografia.
- Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound (partes moles).
- Radiopaedia. Soft tissue ultrasound (apoio didático, não copiado).
Precisa falar com a equipe do Sono Ai Report?
support@sonoaireport.comEsta pagina resume praticas operacionais em linguagem simples. Ela nao substitui orientacao juridica, contrato com sua instituicao ou politica interna de prontuario.