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Artigo

Ultrassom de bolsa escrotal e Doppler

Ultrassom de bolsa escrotal com Doppler: técnica, testículos e epidídimos, dor aguda (torção x epididimite), varicocele, massas e hidrocele, laudo normal.

Ágarus Serviços e Soluções em Medicina LTDACNPJ 24.740.646/0001-73Fortaleza - CE, BrasilAtualizado em 19 de junho de 2026

O que é e quando indicar

O ultrassom de bolsa escrotal com Doppler avalia testículos, epidídimos e o conteúdo escrotal. É o exame de escolha na dor escrotal aguda, no aumento de volume, na pesquisa de massa testicular, varicocele, infertilidade e trauma.

Esta página organiza o protocolo em linguagem clara e não substitui as diretrizes originais (AIUM, ACR, CBR), o treinamento supervisionado nem a correlação clínica.

Preparo e técnica

  • Não exige preparo; transdutor linear de alta frequência (7 a 15 MHz)
  • Avaliar cada testículo em dois planos, comparando lados (tamanho, ecotextura, vascularização)
  • Doppler colorido e espectral com PRF baixa para captar fluxo testicular normal
  • Manobra de Valsalva e ortostatismo para varicocele
  • Documentar epidídimos, túnica vaginal (hidrocele) e parede escrotal

Dor escrotal aguda: torção x epididimite

A prioridade é diferenciar torção (emergência cirúrgica) de epididimite/orquite. O Doppler é decisivo.

  • Torção: fluxo testicular ausente ou reduzido comparado ao lado normal; testículo aumentado e heterogêneo em fases tardias
  • Epididimite/orquite: epidídimo/testículo aumentados com hiperfluxo ao Doppler
  • Sempre comparar com o lado contralateral e ajustar a PRF para fluxo lento
  • Torção parcial/intermitente pode ter fluxo presente — correlacione com a clínica
  • Achado de emergência exige comunicação imediata ao solicitante

Varicocele, hidrocele e massas

  • Varicocele: veias do plexo pampiniforme dilatadas (acima de cerca de 2 a 3 mm) com refluxo à Valsalva
  • Hidrocele: coleção anecoica entre as lâminas da túnica vaginal
  • Massa intratesticular sólida é suspeita de malignidade até prova em contrário — descrever e encaminhar
  • Cistos de epidídimo e microlitíase testicular descritos quando presentes
  • Trauma: hematoma, fratura e rotura da albugínea são achados a valorizar

Modelo de laudo normal

  • Testículos tópicos, de dimensões e ecotextura homogêneas, simétricos
  • Vascularização testicular simétrica e preservada ao Doppler
  • Epidídimos de aspecto habitual, sem sinais inflamatórios
  • Ausência de hidrocele significativa, varicocele ou massas
  • Parede escrotal sem alterações

Limitações e armadilhas

  • PRF alta mascarando o fluxo testicular normal e simulando torção
  • Torção intermitente com fluxo presente no momento do exame
  • Massa extratesticular (geralmente benigna) versus intratesticular (suspeita): defina a topografia
  • Microlitíase supervalorizada fora do contexto clínico
  • Registrar limitações e a urgência de comunicação quando há suspeita de torção

Não superdiagnosticar

Na dor aguda, a decisão é clínico-cirúrgica; o ultrassom apoia, mas a suspeita forte de torção não deve ser adiada por um exame duvidoso. Para massas, descreva topografia e características e encaminhe, sem afirmar histologia.

Fontes

Conteúdo educacional; não substitui diretrizes originais, avaliação médica nem treinamento supervisionado. Referências principais:

  • AIUM-ACR-SPR-SRU. Practice Parameter for the Performance of Scrotal Ultrasound Examinations.
  • ESUR/EAU. Recommendations on scrotal ultrasound (apoio didático).
  • Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). Normatização e diretrizes técnicas de ultrassonografia.
  • Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound (bolsa escrotal).
  • Radiopaedia. Scrotal ultrasound (apoio didático, não copiado).

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